Do glacial que eu não vi

Aeroporto de Dublin.
Mais gostoso do que conhecer um lugar novo,é poder ainda encontrar um dos amigos que conheci nas andanças que fiz.
Na viagem para Nova Zelândia fui conhecendo muita gente nos hostels,e reencontrando vários deles em diferentes cidades (às vezes no meio de uma trilha ou num museu) já que o país é realmente pequeno e algumas cidades fazem parte da rota de todos.
Acho que a primeira vez que encontrei Erick foi em um pequeno hostel onde fiquei três dias apenas,para fazer uma trilha de 19 km que leva ao famoso vulcão filmado no Senhor dos Anéis. Lembro de ter me juntando ao grupo animado,sentado ao redor de uma mesa. Pessoas de vários países tropeçando no que podemos chamar ali de língua franca,sobre suas rotas,suas descobertas e suas vidas tão diferentes.
Não levo mais que dois que segundos para decidir sentar na mesa e descobrir mais sobre os outros e deixar que me descubram.
Encontrei Erick de novo dentro do hostel em Queenstown,,a capital mundial dos esportes de aventura,o bungee Jump mais famoso e mais fotografado,(sim,aquele da ponte!) também está lá. Capital mundial dos esportes?! É que dizem.
Pra ser bem sincera,quando penso nessa cidade me vem na cabeça a trilha mais difícil que já fiz na minha vida e a loja de doces mais maravilhosa que já fui. (não poderia deixar de citar a loja). “The sweet shop” com vários Fudges ( tipo de bolo com consistência quase pastosa ) prováveis,ou seja,você pode experimentar tudo antes de comprar!! Quase morri ali!
Gostaria de ter passado mais tempo lá mas minha viagem teve o roteiro modificado( e sempre faço isso pelas mais diversas razões). Mas nesse caso,uma grande chuva quebrou uma ponte,então fiquei presa em uma cidade um dia a mais e depois em outra cidade por mais um dia também.
Essa mesma chuva também não me deixou visitar um Glacial que seria um dos pontos altos da minha viagem. Fiquei muito triste,mas não se brinca com a natureza…é ela que manda!
E por causa disso,no final da viagem escolhi uma outra rota para chegar até a cidade que eu pegaria meu vôo de volta.
Seria minha última tentativa de chegar perto do Glacial,e para isso eu precisaria pegar um helicóptero,ou seja: pagar uma fortuna! Afinal tudo na terra dos kiwis é extremamente voltado para o turista,tradução em uma palavra só: CARO!
Mas quem está na chuva é para se molhar,e se tem algo que aprendi viajando é :” nunca deixe para a volta”. A volta muitas vezes será a descoberta de um novo caminho,de um novo lugar..então faça se puder,assim que puder!
Eu não queria deixar minha tarefa de ver um glacial para a próxima viagem!
Dane- se o dinheiro! Eu trabalharia e o ganharia de novo.
Mas não isso que aconteceu….
Por tudo ser voltado ao turista,os motoristas de ônibus esperam mais do que deviam por passageiros e são gentis demais. E imagina a quantidade de japonês tirando foto em cada paradinha que o ônibus fazia…
Resultado: não cheguei a tempo de poder pegar um helicóptero e ficar mais pobre….
Desespero total! E só me restava tentativa final de chegar um pouquinho mais perto do glacial! Andando mesmo.
E foi aí que avistei Erick de novo,no meio do nada,daquele vilarejo minúsculo onde as pessoas vão para ficar e fazer o que não pude,mas que tentei de todas as maneiras: entrar num glacial!
Tentativas frustadas! Amizade fortalecida!
Saí dali com a promessa de que um dia visitaria Erick na França. Naquela época eu já tinha em mente a ideia de morar fora,que floresceu naquele país maravilhoso que me fez enxergar quão lindo é conhecer outras culturas.
E cá estou eu indo para França! Ver mais do mundo!
Ver os amigos que encontrei nas andanças que fiz.

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Do texto sem contexto

19 graus,vento de 25 km/h e o aplicativo fala: partly cloudy.
Estou feliz!
Por quê?
Estou feliz com a possibilidade de um sol que ainda esquenta meu corpo,mesmo que só por uns segundos. Quem morou aqui sabe que temos dias de sol no inverno em que ele aparece de enfeite,só pra trazer um pouquinho de luz e sensação de que nem tudo é noite porque esquentar mesmo é piada.
Ainda sim,estou de calça comprida,tênis e meia,deitada na grama lendo meu livro.
Esse é meu momento de pensar em português. Ler um livro na minha língua é um bálsamo.
O gramado que estou fica em frente à praia,que está com a maré cheia,mas o real empecilho a se pisar ali ainda é o frio mesmo.
Enquanto isso,um irlandês todo feliz anda sem camisa com sua filha de saia no joelho ( vai notando bem esse contraste..) e meiões na canela. Eles brincam,e ele deve estar levando-a na escola.
Enquanto isso eu leio e vou parando às vezes para observar as pessoas….
Mães com carrinhos de bebê passeando no calçadão,olho a lighthouse lá no fundo que me mostra que mesmo longe,a península de Howth está logo ali,como se possível nadar até lá…volto a ler…
Depois decido encarar o sol quando ele volta mais forte,olho até não conseguir mais e ter que fechar os olhos.
Meu rosto voltado pra ele como se eu quisesse dizer: vamos ver quem agüenta mais?!?
Às vezes eu perco. Mas ele perde a maioria….tão curto é o tempo que ele fica sem um nuvem à sua frente….
Mas no fundo quem perde sou eu… A cada vez que ele se vai….
Mas agradeço por tê-lo tido ali,mesmo que por alguns segundos!

Do meu amor ao verão

Não é porque moro em Dublin que não gosto de calor.
Deveria mesmo é ter escolhido outra cidade para morar se fosse apenas para pensar nisso mas Dublin tem muitos encantos,e quem lê esse blog frequentemente sabe o quanto me apaixonei por cada um deles.
Na verdade,me apaixonei ainda mais pelo verão.E principalmente pelo verão lá! (lá:porque estou no avião nesse momento).
O verão depois dos dias frios que tive ficou mais maravilhoso.
O verão depois de toda escuridão,nunca foi tão iluminado.
Primeiro a escuridão,depois a luz! Isso nunca teve tanto sentido na minha vida.
Se festejei o solstício de inverno,dia mais curto do ano,acho que quase chorei no solstício de verão…
No Brasil,sequer pensava a respeito disso. Mas nessa nova realidade,esperei desesperadamente pelo solstício de inverno! Final na escuridão…final da depressão….
E nesses dias tão lindos de verão me deparei com a estranheza de ser irlandês e como nascer ali muda tudo.
Note que não estou dizendo calor em momento algum. Não sinto calor,me refiro apenas a sensação de ter muita luz,muito mais do que já tinha visto na minha vida inteira,por do sol às dez da noite e de poder andar de camiseta e chinelo de novo! Ah que felicidade que foi colocar um chinelo! Só Deus sabe!
Voltando a estranheza,estava eu em um dos meus intervalos para um lanche,aqueles que corro para à praia há dois minutos de onde trabalho,apenas para sentir que estou mais viva e que posso aproveitar muito mais minha vida ali,se comparar com a minha vida no Brasil.
Sentada no banco,olhando a praia e comendo meu lanche noto um aluno da academia que para para conversar comigo.
Falamos da academia,do Brasil (pra variar) e de repente ele solta: Jesus,está muito calor! Sou irlandês,quero a chuva de volta,não aguento mais esse calor.
Solto uma bela gargalhada…. Ele não sabe o que é calor! Ou sabe. Já deve ter viajado para outros lugares… Mas vejo que ele sofre,vermelho no rosto e transpirando… Enquanto isso,eu vestia minha camiseta e calça de ginástica e estava feliz apenas por ficar descalça ali,achava que aquela temperatura estava é agradável à beça.
Ao mesmo tempo que entendo essa sensação,percebo que aquilo não é de fato uma reclamação.
Eles não reclamam. Eles apenas se iluminam no verão e fecham um pouco mais a cara no inverno. E como não?! A falta de luz é implacável com todos e não foi diferente comigo.
Aquilo foi só um desabafo! Um comentário do quão irlandês ele é e que não é fácil mesmo,como não é fácil pra mim. Tudo depende de onde você nasceu e cresceu,para ser mais exato.
Calor ou não,a cidade está maravilhosa. Todo mundo sai à noite e às vezes não sei se posso chamar aquilo de noite. Porque são dez da noite mas o sol ilumina o palco que dou aula,mais do que a luz artificial de lá de dentro. Difícil definir o que é noite no verão.
E talvez seja essa diferença toda que me faz morrer de amores pelo verão irlandês.
Se por um lado o inverno foi depressivo,por outro o verão foi uma grata surpresa.

Ps: na foto,a minha vista da praia e das pessoas andando felizes apenas porque o dia está lindo e iluminado..

Dos dias lindos…

Praia de Sandymount
Já falei que amo essa praia em algum momento nesse blog,com certeza! Frio,calor,vento ou chuva,ela é sempre linda.
Estou aqui deitada na minha canga que mostra aos irlandeses quão brasileira eu sou,minha canga carrega o cristo!
Deitada lendo meu novo livro do Paulo Coelho,entre reflexões do livro e da vida,volto a pensar no como reclamam os brasileiros e no como isso me irrita. Talvez eu fizesse o mesmo,mas acho que sempre tentei ser feliz com o que fosse. Com o que o dia trouxesse: frio,calor,amigos,solidão,filme,livros,chuva,sol….eu tentava e tento,aproveitar cada um deles e suas particularidades.
São 3 da tarde e eu trabalhei hoje,num sábado e amanhã tenho um workshop à tarde toda,nem por isso estou menos alegre. Estou aqui vendo a vida passar como filme,me sentindo como uma observadora de um lindo filme que é a vida. A minha e a dos outros.
Não consigo parar de pensar no porque vocês aí andam reclamando tanto…ontem vi pessoas reclamando porque estava 14 graus.
Eu vou te explicar o que é 14 graus:
14 graus é suficiente para vir para pra praia,de roupa e sentar na areia com seus filhos e dar atenção a eles.
É bom o bastante para que se queira aproveitar o dia.
É lindo o suficiente para eu sair do trabalho sem almoço,passar no posto comprar um petisco e me deliciar vendo a vida e lendo meu livro.
14 graus…
Será mesmo que o problema é se está calor ou se está frio aí no Brasil? Será que isso tudo não reflete nessa política horrível que temos aí? Será que essa nossa atitude de reclamar e não mudar é que estraga tudo??
São minhas divagações…
São sei se estou certa,é apenas o que ando pensando sem parar….
É preciso o caos,para se ver a luz! Certo?
Não acho que todos precisem disso,mas talvez a maioria precise….

Ah! 14 graus é suficiente para ver a noiva e o noivo felizes tirando fotos de casamento na praia!!

Viva o amor e os dias lindos!

Somos todos cidadãos do mundo

Mais uma vez no avião,voltando para casa que não é de fato minha casa ou meu país,percebo que já não tenho uma casa.
Que já não tenho uma país.
Que sou uma cidadã do mundo,mas todo mundo é… Só não percebemos porque estamos muito presos à raízes,nomes,sobrenomes,lugares,amarras….
Nas viagens por aqui,compro uns souvenirs,mas me atenho ao tamanho e quantidade pois não sei o meu próximo destino,não tenho muito espaço (e realmente não preciso) e não sei o dia de amanhã. Além do que,acumular para quê?! Mas gosto de lembrar das minhas pequenas viagens com esses pequenos presentes pois me trazem grandes lembranças.
Viajar para Grécia foi realizar mais um sonho. Percebo cada vez mais como nos prendemos,como achamos que não podemos,enquanto não abrimos as asas. Ficamos sempre esperando acontecer isso,ou acontecer aquilo para depois ir. O depois nunca acontece e morremos frustrados.
Ouvi isso esses dias no vestiário da academia,uma senhora de mais ou menos 70 anos reclamava do tempo na Irlanda e que deveria ter ido para os Estados Unidos quando era nova…
Esse era o meu medo,e toda vez que ouço algo assim,fico feliz! Desculpe se parece egoísta,não fico feliz por ela,fico feliz por mim! Por estar aqui vivendo a vida como ela deveria ser vivida: intensamente.
Voltar para casa hoje,é excitante. Volto para o frio,é verão,mas não é como nosso verão…. Mas volto para o desafio! Volto para dar aulas em inglês. Volto para fazer um curso em inglês e tentar a certificação das Les mills em inglês pela primeira vez. Volto para planejar meus futuros e não tão longínquos destinos: Paris e Veneza.
Volto para continuar vivendo mais!!

Grécia

O que falar da Grécia??
Exuberante pela beleza natural,instigaste pelo passado cultural,excitante por toda diversidade e com uma atmosfera mágica que eu só havia encontrado na Bahia.
Essa viagem foi revigorante.
Recomendo três dias em Atenas se tiver tempo sobrando. Você pode fazer tudo em um dia,eu fiz em dois,mas teria curtido um pouco mais em três…com toda certeza.
Vá para as ilhas. Sempre amei viajar em ilhas. Uma época no Brasil só procurei por elas e pela tranquilidade que só se encontra lá,sem carros…
Voltando à Grécia só visitei Santorini,optei por quatro noites lá e três em Atenas. Se tivesse mais tempo,teria explorado mais ilhas também mas vai ficar para a próxima.
Note que as ilhas tem propósitos diferentes.
Santorini é romântica,cheia de casais e sem grandes badalações. Vi vários grupos de amigos viajando por lá mas se eu estivesse sozinha,com certeza teria ido para outra ilha. Não deixe de ler bem a respeito antes de fechar qualquer hotel e ferry boat.
Falando em ferry boat,você vai precisar de uma para chegar lá,ou um avião. Cheque horários nos sites e leve em conta no planejamento pois perde-se um tempo considerável nisso.
Em Santorini aluguei um carro por dois dias,fui para todos os pontos da ilha. Vi por do sol no Norte,Sul,Leste e Oeste. O do norte,Oia ( a pronúncia é ia),é mais conhecido,mais turístico mas o do sul e do oeste não tão lindos quanto,então cuidado com os tours de um dia que são vendidos,às vezes alugar um carro ou um quadriciclo pode ser bem mais vantajoso.
Em Santorini você pode ter o privilégio de visitar um vulcão. Ativo,com uma última erupção forte em 1950,mas ainda sim monitorado o tempo todo. Alguns podem achar que passariam direto sem vê-lo. Eu não deixaria de ver um vulcão nunca! Para mim,sempre vale a pena.
Fiquei em kamaris,um dos vilarejos da ilha,que dá para praia ( as praias de Santorini são de pedra ok?! Mas isso não impede ninguém de se deitar ou comprar sapatos de mergulhadores para poder andar tranquilamente… ) Resumindo,se você quer,você dá um jeito.
Nos vilarejos de Fira e Oia,você encontra aquelas casinhas tradicionais que vemos nas fotos mas tome cuidado com o hotel que escolher pois a maioria deles acaba um pouco sem privacidade. Dependendo do ponto que você está caminhando,você pode ver os casais em lua de mel,românticos,mas sendo observados por todos….
Tudo a se pesar! É você quem decide mas ficar em Kamaris para mim foi uma decisão acertada. Tive privacidade,vários bares e bons restaurantes perto e fui visitar todos os pontos que quis. Recomendo.
Dos vários tours com barcos que se pode fazer,escolha ir para Hot Springs! Você pode combinar com o vulcão ou não,mas fica perto e justamente por ser um vulcão ativo,é que a água é quente e se você gosta de um banhinho de lama/argila para renovar a pele,aproveita e também faz lá!
Voltando a Atenas,é preciso falar da culinária. Eu já havia ido num restaurante Grego em São Paulo e me apaixonei pela comida. É bem verdade que minha família por parte de mãe é Sírio Libanesa e a culinária é semelhante,o que me levou a me sentir em casa duplamente: sentindo o cheiro da comida da vó e sentindo o calor no corpo de novo.
Quando estava planejando a viagem,estava preocupada em fazer um roteiro para visitar os lugares históricos mas sinceramente é tudo muito intuitivo,da Acrópole você já vê os outros lugares como Templo de Zeus e sabe para onde ir. Não se preocupe! E por fim,aconselho uma ida ao estádio,seria uma heresia uma professora de educação física não ir!!
Só posso finalizar falando do quanto foi bom essa viagem por me sentir tão em casa.
Praia,sol,água limpa,um pouco de bagunça do trânsito,várias motos (coisa que não se vê na Irlanda na mesma quantidade),lindos finais de tarde,andar de chinelo e descalça,acordar todo dia com sol…tudo isso me fez lembrar minhas férias de verão indo pro nordeste por muitos anos seguidos….
Eu precisava disso!
Eu precisava dessa energia renovada de novo!

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Da culinária irlandesa

Estou sentada num café. Um que eu passo todo santo dia na frente,mas sempre sem me programar para parar! Dizer que passo correndo,como me veio na cabeça há segundos atrás,seria sacrilégio,ao menos depois da vida que já tive. Sem me programar faz jus à realidade.
Escolhi a opção saudável:tomates,ovos poached e FEIJÃO. Pasmem!! O nosso feijão de todo dia é comido no café da manhã aqui. Não é igual ao nosso,e eles comem muito mesmo!!!
Uma opção como a minha de hoje,a da foto,custou €5 e vem servida também com café e torradas/pães com manteiga. ( você pode pedir extra que ninguém vai te cobrar )
O tal do porridge é bem famoso aqui,tradicional no café da manhã do dia a dia,conheço muitos brasileiros aqui que já o adotaram no café da manhã. Comprei uma caixa pra experimentar,agora preciso lembrar de comprar o leite. Mas basicamente é uma mistura de cereais que você come com leite quente,tipo de papinha de aveia que fazemos sabe?!
Bem mais saudável que o tradicional café da manhã irlandês:linguiça,bacon,feijão,cogumelos e ovos,mas esse pelo que percebi,está virando mais uma opção de final de semana e eles tentam comer um pouco melhor.
A culinária irlandesa é bem diferente. Muita pimenta,pouco sal! Tenho certeza que alguns amigos se deliciariam com tanta pimenta,mas tenho mais certeza que a maioria,assim como eu,estranharia a falta de sal.
Não chega a fazer diferença se você cozinha e se come fora. Dublin é uma cidade do mundo. Todo dia pessoas de todos os lugares circulam por aqui de férias,sem contar o tanto de estrangeiros que moram aqui,então é muito fácil achar opções para todos os gostos e a maioria dos restaurantes tem vários pratos sem pimenta.
O problema mesmo,é quando você vai visitar a casa de alguém!! Ninguém vai fazer um prato de macarrão sem pimenta no molho só pra você….
Fora isso,é fácil se acostumar e até se apaixonar pela culinária.
Carne de cordeiro pra todo lado,tem um restaurante marroquino aqui que cozinha o cordeiro por oito horas… Dissolve na boca!
Hábitos são hábitos.
Enquanto tomo meu café aqui,o senhor da frente me olha,tentando disfarçar. Não sei bem se ele olha o quão descabelada estou,a cara de sono ou porque estou comendo o feijão servido na caneca com colher e enfiando o pão dentro pra comer com o molho… Também,desde quando que comer tudo isso desse jeito é normal?!? (Pelo menos não para nós)
Fato é que se vier para cá,venha de coração aberto para pimenta e para cerveja. Apesar da pimenta marcante,a cerveja é sim a marca da Irlanda!
Conversar com um irlandês e não tomar uma cerveja é praticamente um absurdo.
Toda segunda-feira na academia a pergunta que não quer calar: como foi final de semana?? Porque todo mundo sabe que a maioria do pessoal saiu pra beber,mesmo que seja só uma cerveja para jogar conversa fora…
CHEERS

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